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Implantes longos e ancoragens para maxilares com pouco osso
Técnicas que buscam apoio em osso firme fora da região que perdeu volume, para permitir dentes fixos em casos de grande perda óssea no maxilar superior.
A agenda online fica disponível a qualquer hora.
O princípio
Quando o maxilar superior perde muito osso, nem sempre é preciso reconstruí-lo inteiro. Em alguns casos, é possível usar implantes mais longos, inclinados, que atravessam a região com pouco osso e se ancoram em estruturas ósseas mais firmes da face. Essas técnicas são chamadas de ancoragens esqueléticas, ou ancoragens remotas.
A escolha de cada ancoragem depende de onde há osso disponível, avaliado na tomografia, e do planejamento da prótese.
Os tipos de ancoragem
Implantes zigomáticos
Ancorados no osso da maçã do rosto. São a ancoragem mais conhecida para grandes perdas ósseas no maxilar. Veja a página sobre implantes zigomáticos.
Implantes pterigoides
Instalados na parte mais de trás do maxilar, atravessam a região da tuberosidade e se ancoram no osso da região pterigoide, que é denso e fica atrás do seio maxilar. Permitem apoio para os dentes de trás sem levantamento de seio.
Implantes transinusais
Implantes inclinados que passam pela região do seio maxilar para alcançar osso mais firme além dele. Podem ser uma alternativa ao levantamento de seio convencional em casos selecionados.
Implantes transnasais
Ancorados na região ao redor da cavidade nasal, onde o osso costuma se manter mais espesso. São usados para dar apoio à parte da frente e lateral da arcada superior.
Implantes no vômer
O vômer é um osso na linha média, na base do septo nasal. Em casos de grande perda óssea na região da frente do maxilar, ele pode servir de ancoragem para implantes.
São procedimentos de maior complexidade, indicados para casos específicos. O tipo de anestesia, o local da cirurgia, os riscos e as alternativas são explicados em detalhe no planejamento.
Planejamento com tomografia e cirurgia guiada
Como esses implantes passam próximos a estruturas como o seio maxilar e a cavidade nasal, o planejamento por tomografia é indispensável. Em muitos casos, usamos o planejamento digital e a cirurgia guiada para definir a trajetória de cada implante com antecedência.
Dúvidas sobre implantes longos e ancoragens
Qual a diferença entre esses implantes e o zigomático?
Todos usam o mesmo princípio: buscar osso firme fora da região que perdeu volume. O que muda é onde cada implante se ancora: no osso zigomático, na região do nariz, no vômer ou na região pterigoide. Em muitos casos, eles são combinados no mesmo planejamento.
Essas técnicas substituem o enxerto?
Em casos selecionados, permitem evitar ou reduzir enxertos extensos e ter dentes fixos em menos etapas. Em outros, a reconstrução óssea continua sendo a alternativa indicada. A tomografia orienta essa escolha.
É possível ter dentes fixos logo depois da cirurgia?
Em muitos casos, sim, com uma prótese provisória fixa instalada poucos dias depois. Isso depende da estabilidade dos implantes, avaliada durante a cirurgia.
Quais são os riscos?
São cirurgias de maior complexidade, com riscos como inchaço, hematomas, sinusite e alterações temporárias de sensibilidade. O planejamento por tomografia, de preferência com cirurgia guiada, ajuda a reduzir esses riscos, que são explicados antes de qualquer decisão.
Traga os seus exames para uma avaliação.
Se você já tem tomografia, leve à consulta. Ela ajuda a entender o seu caso desde o primeiro encontro.
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